Não minha FIA, nos pontos não!
Ao ler os feeds, deparei com a triste decisão da FIA de que o piloto que vencer mais corridas em 2009 ganhará o campeonato de Fórmula 1. Lamentável. Não porque é injusto, a motivação é válida: Valorizar a vitória. Isso estimula a competitividade e, de quebra, dá emoção ao esporte. A questão também não é a adaptação das regras ao momento em que o esporte vive. E agora a FIA tem que ceder à pressões externas a fim de manter o esporte viável. Isso aconteceu outras vezes, não pela crise, mas pela competitividade. A redução entre a diferença do primeiro e segundo colocados de 4 para 2 pontos, era para tentar deter Schumacher.
Primeiro, vamos pensar na Fórmula 1 como substância, quer dizer, algo sobre o qual aprendemos algo, carregamos este conhecimento e fazemos projeções para encontros futuros - sejamos naturalistas. Tratar a F1 dessa forma é interessante ao sujeito, uma vez que, ele não tem, a cada encontro, que aprender todas as propriedades relevantes daquela substância. Ora, algo central na Fórmula 1, desde que eu me interesso pela categoria (quer dizer, desde os seis anos de idade) é que você tem que contar os pontos, não as corridas.
Mas, segundo, uma parte importante do processo é que a gente pode quebrar a cara o tempo todo. Se gatos podem ter três patas, porque o sistema de pontuação não pode ser diferente da próxima vez que eu o encontrar? A comparação não é aleatória, os mecanismos cognitivos utilizados em um e outro caso são os mesmos. As mesmas habilidades envolvidas na reidentificação do próximo campeonato de F1 ou no próximo gato que encontrarei caem sobre as mesmas exigências, a saber, que estes itens tenham uma história. Se consigo traçar uma tragetória histórica que explicam em caráter Normal (com maiúscula, e que não quer dizer a maioria e mas sim o retorno às condições históricas de desenvolvimento do item), tudo certo, ainda assim conseguirei reconhecer o campeonato de F1 ou o gato. E, isso que importa para sobrevivência.
Caso não concorde, você pode assinar uma petição do cancelamento da nova regra. Algo, certamente, mais fácil do que fazer gatos nascerem com três patas.



